Maria Radiante


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Maria feminista (?) fora de horas

Os amigos de facebook da miss fabulosa que escreve aqui na Radiante (euzinha da silva!!!) já sabem que fui correr. Sim, sou um cliché, se não postar no facebook se calhar não conta como ter ido correr mesmo. E sim, só os amigos sabem (sou freak control, já sabem, o meu perfil pessoal é bastante restrito e até tremo quando alguém faz uma publicação e coloca lá o meu nome e descubro que o perfil dessa pessoa é 100% público… normalmente desmarco o meu nome… desculpem, não é por mal, é porque me para o cérebro a meio e eu acho que o mundo vai acabar…).

Adiante. Fui correr. Quero ir com a equipa daqui do condomínio à Army Race (no ano passado já fomos à Conquer Race e à Army Race) no mês que vem e a prova tem 8 km sendo que eu não corro por hábito e muito menos no tempo frio. Fui ao Maia shopping e voltei para casa, são cerca de 8 km e qualquer coisinha, ir e vir, estou preparada, portanto… é, o crossfit faz milagres.

Mas o cerne da questão prende-se com quem encontrei pelo caminho. Vi mais seis corredores no meu caminho.

Ao primeiro pensei “Fixe, não sou a única atrasada mental a fazer Milheirós-Maia Shopping.”; ao segundo pensei “Boa!!!”; ao terceiro percebi que era mais um homem, e ao quarto, e ao quinto, e ao sexto.

Tudo homens. E eu, a única gaja.

Não sou a maior fã de ir correr, mas há qualquer coisa de libertador de enfiar os phones nos ouvidos no máximo e ir. Gosto de correr sozinha, sem ninguém a chatear e gostar gostar mesmo, gosto de correr no mato, mas isso tenho medo de fazer sem ninguém. À falta de melhor, corro na estrada. Correr limpa-me o cérebro de todas as coisas que me atormentam. Sou demasiado introspectiva e vivo muito os problemas de quem me rodeia. Os meus problemas não me preocupam, eu sei que os consigo resolver, mas os outros, às vezes, deixam-me de rastos. Hoje foi um dia assim, com um monte de coisas que afetam quem me rodeia… Fui correr.

Como dizia, os meus problemas eu resolvo bastante bem, aliás, há muita gente que não sabe lidar comigo, precisamente, porque eu decido para mim, resolvo para mim, digo “não” e avanço.

Mas que raio tem isto a ver com ir correr? É, tudo. Ir correr, para mim é mais uma metáfora daquilo que só está reservado aos homens. São os melhores empresários, mesmo que isso implique uma esposa em casa que abdicou da carreira. São os melhores políticos, ainda que tenham de mentir em casa. São os maiores chefs, mas não cozinham para a família (e há maior ato de amor do que cozinhar para alguém???). São os melhores atletas, mas oprimem quem têm em casa pela força. Se uma miúda faz algo mais radical é apelidada de Maria-rapaz… E não há gajas a singrar nas engenharias a rodos… Deve ser porque menstruam uma vez por mês… Ui, bem, acho melhor editar esta última parte porque há homens a ler o meu blog e vão descobrir que as mulheres menstruam… Vou apagar. Só que não…

Sei, há muito boas exceções a estas regras todas (e ainda bem!!!).

Mas alguém me explica porque motivo, em mais de 8 km, não vi nem mais meia gaja que fosse a correr? Eu sei a resposta. Continuam a deixar que as oportunidades lhes sejam roubadas… Aliás, passei por umas quantas mulheres… carregadas de sacos e de filhos…

Os homens cuidam-se, arranjam sempre tempo para si. As mulheres não… arranjam sempre tempo é para os outros. E sabem, depois admiram-se que foram trocadas… por um alguém mais jovem, ou mais belo, ou mais inteligente ou mais independente… Eu sou feliz, mas só sou feliz porque trabalho mesmo muito para isso.

E não, não preciso que ninguém me troque o garrafão da água no escritório… e corro, para pôr as ideias em perspetiva… Pensem nisso e, miúdas, vão correr. Comecem já. E miúdos, ensinem as filhas a irem correr…

Estou cheia das camisolas da “fofinha” para as meninas e do “génio” para o menino… É continuar a permitir que daqui por 20 anos os meninos continuem a ficar com as posições de destaque… As meninas também são génios…


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Je suis Maria Leal

Ou não…

Tinha mesmo de partilhar.

Não vou comentar a clara falta de talento vocal da senhora pela simples razão  de que não há nada a dizer. Canta mal, é só isso.

Posto isto, o que se passa com a dança dela (se dança como quem está com o corpo engessado, não valia a pena)? E com a dança da miúda lá atrás (a quem pagam para dançar como se estivesse numa casa de meninas)?

E a lap dance no Goucha? A Cristina nem se aguentava.

E a conversa surreal?

E o agradecimento às melhores amigas?

E a frase “um produtor pegou em mim”?

Tanto talento em Portugal e é nestas pessoas que “um produtor” pega.

Vamos lá dar likes e visualizações ao talento português. Not.

Post Scriptum: Não sei quem é o Tiago Ginga, mas deve ser muito fixe para abrir este tipo de portas para estas oportunidades.

 


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Eu, naba ocd, me confesso

Desde muito cedo soube que tenho, claramente, um distúrbio. Sou freak control assumida e só está bem feito se tiver sido eu a fazer ou a escolher quem faz. Mas isso nem é o pior, o pior é mesmo a necessidade de ter tudo em ordem. Na minha ordem (que nem sempre é organizada).

Isto da internet e dos telemóveis e das novas tecnologias (e o meu blog, por arrasto) implica sempre mil e uma aplicações a enviarem notificações. Irrita-me.

Deixem-me explicar: eu gosto de receber mensagens e chamadas e tudo o resto, só não gosto do raio das notificações. Fico doente quando não consigo perceber porque raio tenho ali um número a vermelho a aborrecer-me.

E havia um que me andava a chatear há uns tempos. O do Messenger.

Hoje descobri, finalmente, o mistério. Sou tão idiota!!! Tenho dezenas de mensagens por ler que não fazia sequer ideia. Pelos vistos a aplicação esconde tudo o que não é recente e como tal, tenho conversas de 2013 por ler… Acho que ainda vou a tempo de dizer à senhora da loja de roupa on-line que aquela camisola já passou de moda e já não me interessa o preço… Se calhar, já não vale a pena…

Não conseguem imaginar a vontade que me dá de atirar com tudo para o chão quando vejo um ecrã de telemóvel carregado de ícones e cheios de coisas vermelhas a piscar, não sei como raio alguém consegue viver assim nessa falta de ordem.

Era só isso hoje quem assina o post é, claramente, a Maria OCD Radiante.

Post Scriptum: limpem o raio das notificações!!!

Post Post Scriptum: a primeira mensagem por ler remete para o meu dia de aniversário (em 2010) e era de uma pessoa com quem cortei qualquer tipo de ligação e dizia “grande dia, hoje”. Mandem-me muitas mensagens que eu gosto, mas dispenso falsidade. E notificações, mas disso eu já tratei e não recebo.


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Girl power

Primeiro havia só um cão:

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Depois chegou uma cadela:

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Conseguem ver o pânico no focinho do Smash? E conseguem perceber a manifestação do poder no focinho da dona do Smash? A Betty? Sim, a Betty é dona dele.

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– “Adoro almofadas, mas o rabo do Smash é o melhor sítio para dormir!!!”

– “A sério??? Eu não mereço está sorte!!!”

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– “Finalmente desamparou a loja!”

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– “Estou aqui a torcer-me todo e nem sequer tenho espaço, mas não me levas a melhor. ”

Girl power no seu melhor.


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O armário da aeromoça na loja

… mas em muito mau.

Eu uso farda da companhia aérea onde trabalho e apesar de saber que muita gente reclama de usar farda, eu adoro. Não tenho que pensar sobre o que vou vestir no dia seguinte, não estou nem melhor nem pior e não tenho de comprar roupa de beta para ir apresentável para o trabalho. Ah, e posso estourar o ordenado todo em calças de ganga rasgadas nos joelhos.

Posto isto, mandei arranjar cada peça da minha farda para que me servisse a mim e não ao vizinho do lado e como tal, desculpem lá, mas a farda fica-me bem.

Não, não posso tirar fotos com a farda e publicar, não, nem sequer o quero fazer, sim, fica-me bem, mas a minha roupa fica-me melhor.

Adiante, vamos ao sumo do post.

Está na moda ser aeromoça, já reparei. Eu estou na moda pelo menos 8 horas por dia em dias de trabalho. Claro. Mas, pelos vistos é moda até para quem não trabalha numa companhia aérea… Eu a querer vestir calças rasgadas e esta gente a querer andar de saia de hospedeira, vá-se lá perceber a ideia. Ou percebe-se, na realidade eu é que sou uma trendsetter e assim que comecei a ter de usar a farda virou moda instantaneamente…

Andava eu a ver montras para compor o meu capsule wardrobe para outubro e deparei-me com o seguinte modelito na conhecida loja espanhola que tem em tudo que é shopping:

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(Sim, está desfocada. Não, não quero saber. Andei a tirar fotos às escondidas, é no que dá.)

Ó gente, comparando com a minha farda (que é de verdade, não é de fingir como a da foto), isto é mesmo muito feio. Vocês acham mesmo que as hospedeiras iam conseguir ter reputação de terem uma imagem cuidada se se vestissem assim? A sério que é esta a ideia? Por amor da santa!!! Haja santa paciência! Nem se deram ao trabalho de tirar as dobras à camisa! E não havia saia com mais roda? Senhores, nenhuma das saia ou vestido que eu tenho tem aquela roda horrorosa. A saia é justa, gente. Justa!!! E a camisa com aquele dourado… Ainda uma pessoa se queixa do amarelo (vai-nos valendo o azul sobre o branco!!!)… Dourado plástico! E as preguinhas da saia? Senhores, aquilo estava na secção de mulher, não estava na secção de criança.

Olhem, só vos digo, que coisa mais feia mesmo.

Agora a pergunta: está mesmo na moda vestir roupa de hospedeira? É que se está, ponham os olhinhos em quem o faz bem, procurem no google por “air hostess” ou por “hospedeira de bordo” ou por “aeromoça” e vejam lá se tem alguma coisa em comum com a tentativa frustrada da loja que começa por “Z”… Claro que os disfarces de carnaval não contam para esta pequisa!!! (Se bem que assim já não gastava dinheiro, ia de farda…)

Tenho dito, vou só ali enforcar-me com o lenço amarelo da farda (de que não gosto, só gosto do azul) e já venho.

Post Scriptum: volta lá à foto e vê o casaquinho para fechar o look completo. Um must. Amei. Vou voltar à loja para comprar três conjuntos: dois para queimar e um para deitar fora.

 


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Hora da sesta

O Smash veio morar comigo há quatro anos e meio e ele é o verdadeiro menino da mamã. É um mimado de primeira e derrete o meu coraçao desde o primeiro guinchinho que deu.

Ora, ele sabe pedir um monte de coisas, incluindo colo, comida, para ir passear e, acima de tudo, sabe pedir para eu pegar nele quando não lhe apetece saltar para algum lado.

Para variar, mal me viu deitar para tirar uns minutinhos de sesta, toca a ladrar para vir dormir para a minha beira. Claro que peguei nele.

Estavamos os dois prontinhos para dormir e quem é que decide vir chatear??? Miss Betty.

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Pronto. Já não houve mais sossego. Já ninguém vai dormir a sesta porque chegou o tubarão.

Fim da história.

Atualização, segundo dia de sestas:

Um cão em cada perna:

 



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O meu capsule wardrobe

Quem me é mais próximo sabe que o meu armário está reduzido a 35 peças. Decidi embarcar nesta nova viagem por algumas razões inevitáveis.

Quem me é mais próximo sabe que tenho um ego gigante, mas que sou tamanho portátil e que na realidade  tenho 1,53m. Certo. E os quase 60kg  (vamos assumir que nunca cheguei aos 60kg, tal como assumimos que tenho 18 anos) não me ficavam mal, porque sou gira e tenho olho para o que visto, mas deixaram de estar lá e passar a ter menos quase 20% do peso inicial é dose para quem gosta de roupa. Posto isto, as centenas (não vamos dizer milhares) de euros que gastei em peças de roupa únicas (porque odeio sair de casa e passar por 40 pessoas a usar a mesma camisola que eu; sim tenho a mania, temos pena) foram pelo cano abaixo, porque nada me seve. Dei quase tudo. Guardei a roupa do frio e fiz a minha coleção em junho. Fiquei com as ditas 35 peças. Queria ver se funcionava comigo, se me adaptava, se ia conseguir não comprar roupa nenhuma durante o tempo que estipulei para o meu capsule wardrobe inicial de 4 meses.

Por essa blogosfera vão encontrar as mais variadas regras, nem todas funcionam para mim, por isso isto foi o que eu estipulei:

– não ia limitar o número de peças, mas tinha de ter saias, calções, calças, vestidos, tops, camisolas e camisas;

– roupa da farda, roupa de treino e roupa interior não contava;

– Só podia comprar peças de qualidade, mas a bom preço e só no primeiro mês;

– o que não tiver usado (exceção feita às roupas de festa que podem não ter tido a oportunidade) vai para dar.

Está quase a terminar o mês de setembro e já estou a pensar em como irei fazer o próximo capsule wardrobe, mas acho que vou reduzir para 3 meses – outubro, novembro e dezembro – e vou apostar em vestidos (são a coisa mais fácil de usar em qualquer situação), calças e partes de cima. Também vou aplicar o capsule wardrobe à roupa de treino e vou dar muita coisa. A roupa da farda continuará a estar fora das contas e a roupa interior também. Quero ver o que me falta e vou passar no outlet para completar. Há algumas peças que vão continuar para os próximos três meses. A ver se ganho coragem e se fotografo tudo para vos mostrar.

Foi das melhores coisas que fiz nos últimos tempos, ganhei anos de vida ao abrir o armário e não ver tudo a abarrotar sem caber mais absolutamente nada. Tenho aplicado a regra a mais algumas coisas, quer na casa, quer na vida. O que não preciso vai para dar se ainda estiver bom, ou para o lixo se já não prestar. Só assim consigo ter espaço para fazer tudo o que quero.

Quem mais quer fazer um capsule wardrobe?