Maria Radiante


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É, eu vejo tudo… 

No outro dia estava sossegadíssima na esplanada e vi o seguinte padrão de calças de ganga…


Porquê? Qual é a necessidade de criar um padrão sem qualquer sentido? Pior, qual é o sentido de comprar umas calças com este padrão? Alguém, em algum momento deu dinheiro por isto… não consigo perceber o sentido da coisa… eu entendo e gosto de padrões, tenho é dificuldades em gostar de coisas feias… 

Tenho dito, vou só arranjar um bocadinho de linha para cortar os pulsos e já volto… haja santa paciência…

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As coisas que me dizem de manhã 


Sim, isto é a capa do meu telemóvel e a mensagem é bastante esclarecedora. Se me amas, deixa-me dormir.

Claramente, quem inventou o trabalho de manhã não pensou em mim e decidiu que oito horas da manhã era uma boa hora para começar a trabalhar (e sim, já entrei às sete, e a vontade de cortar os pulsos é ainda pior).

Posto isto, as pessoas no meu emprego são compreensivas e não falam muito comigo até às dez da manhã (não sei bem se é compreensão ou se é medo de perderem a vida…), no entanto, há sempre meia dúzia de frases que surgem de manhã e que me são direcionadas…

Aqui vai uma seleção das melhores:

“Pareces um mendigo.”

“Hoje e só dia?”

“Estás em modo zombie…”

“Ui, estás doente?”

“Não dormiste…”

“É dia de ‘Mete os bons dias no c*’!”

“Parece que levaste um murro em cada olho.”

“Estás a precisar de ferias/de descansar.” – no dia em que regresso ao trabalho depois de duas semanas em casa…

“É o teu último turno?”

“Estás a sair de fazer o turno da noite?”

E pronto, é muito isto, várias vezes… depois as pessoas vão para os telejornais dizer “Ai, nunca imaginei que ela fosse uma assassina em série, sempre tão sossegada e metida na sua própria vida…”. É, meus caros… um dia acontece.

Outra vez: se me amas deixa-me dormir.


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Coisas radiantes

De vez em quando, tem de ser. Não posso escrever só coisas maldosas.

Vamos a isto!

Lamber dos dedos o açúcar das bolas de berlim.

Estar descalça na relva.

Tempestades no meio do calor do verão.

Picar-me nas silvas quando vou apanhar amoras.

Beijos na boca.

Abrir a porta de casa quando volto de férias.

Ouvir aquela música que queria naquele momento.

Estar um ano e meio a tentar passar de um levantamento de 35kg para 38kg e, de repente, chegar aos 40kg. Duas vezes.

Sentir frio na barriga quando estou prestes a fazer algo de que morro de medo.

Os pés na água, no verão. Aliás, todo o corpo quente na água fria.

Pegar na prancha e remar para longe só para me sentar na prancha e ver a praia.

O beijo do sol na pele.

Abrir os braços quando corro. 

Correr à chuva.

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Coisas que eu não entendo

… e de que não gosto, na realidade.

Bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Porquê? Eu gosto tanto de bolo de cenoura, mas acho que o chocolate só está lá para chatear. Em primeiro lugar, não ligo a chocolate, mas há comidas em que até nem me importo, agora no bolo de cenoura é só irritante.

Pior, quando o chocolate é amargo… 

Vou só ali cortar os pulsos com a faca do bolo e já volto.