Maria Radiante

Lado B

18-08-2017

Isto tem sido produtivo do lado b… o que vale é que eu sei que ninguém carrega a página.

No outro dia recebi um comentário aqui na Radiante que decidi apagar… fica aqui o print, porque acho que esta amostra de pessoa devia ter vergonha.

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25-07-2017

Todos os dias acordo sabendo que tenho de me combater. Não sou boa pessoa. Todos os dias tenho de me forçar a sê-lo. Tenho de servir de exemplo para um batalhão de gente. Tenho sempre cinco milhões de coisas para fazer, ocupo-me o máximo que posso para não me distrair do meu objetivo. Ser boa. Ser bondosa. Ser generosa. Ser compassiva. Ser altruísta. Ser luz onde não há houver.

Todos os dias acho que não fui o suficiente. Todos os dias acho que podia ter feito mais. Todos os dias acho que poderia ter sido mais comedida nas palavras. Todos os dias acho que fui injusta com alguém, porque não sei a vida dos outros e porque poderia ter-me colocado no lugar do outro e perceber que se calhar teve um mau dia. Todos os dias sinto que falhei.

Sou má. Sou controladora, manipuladora, arrogante. Tenho a mania. Sou egoísta. O meu espírito é feio e escuro. Sim, mas tento não ser assim, todos os dias. Quando sentirem que há energia negativa ao pé de mim, fujam… é sinal que não tentei ser diferente do que sou.

22-07-2017

Há memórias que se nos colam e que não conseguimos abandonar.

O meu avô morreu quando eu tinha 13 anos. Foi um ano muito difícil. Foi a primeira pessoa próxima que vi morrer, foi a primeira pessoa que vi num caixão.

A minha mãe estava doente e a morte do meu avô ainda a deixou pior.

Não tenho saudades desse ano, nem, muito menos, do mal que me fez ao passar por ele.

No verão anterior, já a minha mãe estava doente e não podia andar, a minha avó tinha muitas varizes e pouco caminhava também. O meu avô gostava de andar. Fomos ao Gerês, mas ficámos num sítio com uma poça em vez de uma cascata.

O meu avô queria subir e ir lá acima às cascatas maiores, fui com ele. Caminhámos durante horas, mas guardo-as todas no meu coração. Eu também gosto de caminhar. O resto das memórias levo-as comigo.

19-07-2016

É, hoje há lado B. Mas é um lado B de reencontro, de volta, de quem chegou de novo ao fim de uns dois anos meio perdida e sem vontade de escrever.

Ainda não sei se continuarei nesta plataforma, ou sequer a frequência com que vou escrever, mas a Radiante voltou.

Má. Pior.

O karma há de me perseguir sempre, mas cá estarei para o aguentar. Assumo o que faço, não sou como uns e outros que o fazem sem que ninguém saiba, o karma também se encarrega de os encontrar, mas passam por vítimas. Not me.

Sou reles. Hell yeah. Há muitos anos. E se houve quem não tivesse merecido no passado, hoje não vai ser assim.

Sou má. Temos pena. Ou não.

Guess what? I’m back!

21-10-2013

Há já muito tempo que não havia lado b. Ainda bem, é bom  sinal. É sinal de que ando com o otimismo em alta.

Mas hoje está a chover. Muito. E muitos de vocês sabem o quanto eu detesto o mau tempo. Não me mete medo, mas deixa-me deprimida e de mal com todos. E depois só consigo pensar em todas as pessoas e animais que não têm uma casa onde se abrigar. É muito fácil gostar de chuva no conforto da nossa casa, com chá e bolachas (ou outra coisa qualquer!) e um cobertor quentinho. Mas e quem vive na rua e muitas vezes nem um cobertor molhado tem, quanto mais um seco e quentinho? E os cães com o pelo ensopado e com feridas e atropelados porque não se vê nada com o temporal e muitos nem se importam? Nem digo mas é mais nada.

É, hoje é mesmo dia de lado b.

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09-04-2012

Na minha vida, mando eu.

Há quem ache que pode mandar na vida dos outros; há quem ache que só a sua vida é prioritária. Mas não. Todos temos a nossa vida para viver. Nunca precisei de dar satisfações a ninguém, nem aos meus pais que sempre confiaram em mim, quanto mais não fosse por saberem que sempre tive a cabeça no lugar. Nunca tive de fazer provas do que eu sinto, porque, mesmo estando longe de muita gente de quem gosto muito, essas pessoas sabem que gosto delas e não precisam da minha constante presença para o saberem. Acima de tudo, não admito que tentem mandar na minha vida e que tentem decidir o que fazer com o meu tempo. O meu tempo é para mim e para a minha família e a minha família começa no meu marido. E sim, o meu marido já foi meu namorado e isso não o torna menos importante do que alguém com quem apenas partilho adn. E sim, família fica mesmo para sempre, mas a minha família é bastante reduzida (quem diria, a julgar pelo número de pessoas com quem partilho sangue) e a tendência é para reduzir e tenho muita pena que as pessoas nunca deem o devido valor ao que têm e que sempre achem que podem exigir tudo. A minha família é composta pelas pessoas que me amam e que eu amo. Pelas pessoas que estão lá, no bom, mas também no mau, pelo marido, pelos pais, pela irmã, pelos avós, por alguns tios e primos que sempre estiveram presentes (e estas pessoas sabem quem são) enquanto me fiz gente, pela família que adquiri recentemente e pelos amigos que optei por ver como família. Tudo o resto é acessório. Tenho dito, as famílias são difíceis e às vezes há familiares que não valem o esforço, tendem à despromoção e passam a ser alguém que um dia conheci. Tenho pena que haja sempre alguém que perde nestas situações, mas, lamento, na minha vida mando eu.

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27-02-2012

“Regras do meu blog:

Todos são bem vindos.

Todos têm direito à sua opinião.

Todas as opiniões são válidas desde que se mantenha o respeito.

Não aceitarei comentários insultuosos ou que pretendam denegrir a imagem de alguém.”

Isto está na página dedicada à Maria Radiante. Vem cá visitar e ler quem quer, mas, na realidade, quem tem o domínio do blog sou eu, logo, quem decide o que escrever, sou eu também. Sou cuidadosa e tento não ferir suscetibilidades, mas, desde sempre que este meu cantinho serve para falar de coisas de que eu gosto ou de que eu não gosto. É um blog pessoal, não pretendo fazer as vezes dos críticos e quando digo que não gosto de algo, não significa que outro alguém não goste, mas, isto é o meu blog pessoal e reservo para mim, o direito de gostar ou não de algo.

Pelos vistos há muita gente que gosta de Ena Pá 2000, eu não gosto e disse-o. Não consigo compreender o que está por trás do fenómeno, mas, em momento algum disse mal de quem não gosta. Não o fiz desta vez, nem o fiz antes e não o farei (a não ser que o tema seja as idiotices que volta e meia se veem no facebook) depois, pois não concordo que se ande por aí a insultar pessoas, por muita liberdade de expressão que eu possa defender. Ora, houve umas pessoinhas que ficaram extremamente incomodadas com o que eu escrevi e como tal decidiram deixar comentários a destilar veneno. Claro que nem sequer se deram ao trabalho de ler o propósito de blog e muito menos leram as regras. Obviamente esses comentários não passam na minha moderação e obviamente foram imediatamente marcados como spam, tal como diz nas regras, comentários insultuosos não serão, nunca, por mim permitidos. Todos os outros que sejam contrários à minha opinião, mas que tenham sido feitos educadamente, são tidos em conta, aceites e respondidos e até, quem sabe, me poderão fazer mudar de ideias relativamente a um determinado assunto.

Um blog é isso mesmo, é a opinião de alguém sobre um determinado assunto. Quem não gosta, não segue, não lê, não fica obcecado com os comentários que poderão chegar a seguir, até porque esses comentários ficam sempre sem resposta. NUNCA deixei um comentário insultuoso em blog nenhum, os meus pais educaram-me bem, obrigada.

Sei que este post só chegará a quem me segue e não a quem deveria chegar, mas quem me segue sabe que isto é um blog pessoal e que volta e meia me dá para estas coisas.

Ninguém é obrigado a seguir o meu blog. Obrigada, desde já a todos que o fazem, são vocês que me levam a escrever todos os dias, ainda que seja sobre uma parvoíce qualquer, se cá voltam é porque algo de bom retiram daqui.

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27-01-2012

Tenho um feitio da treta, que me faz acreditar na bondade das pessoas e na máxima do “Não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti” e não faço. Mas pelos vistos cada vez que dou um beneficiozinho da dúvida, a vida dá-me um chuto para eu acordar e perceber que não tenho tempo para benefícios da dúvida coisa nenhuma.

Sou uma pessoa que diz o que pensa. Está mal, devia era estar caladinha que aprendia mais e apanhava menos. Não gosto de fazer com que as pessoas emprenhem pelos ouvidos e como tal, se eu estiver aborrecida com alguém, não ando com a campainha a fazer comentários sobre o assunto. Está mal, porque as pessoas que me conhecem sabem que sou assim e tiram-me o tapete debaixo dos pés fazendo-se passar pelas vítimas do dia. Passo por ser uma idiota chapada a toda a hora, porque acredito na bondade das pessoas.

Estúpida sou eu que mesmo depois de ter apanhado da vida, continuo a achar que as coisas ainda poderão ter uma resolução. Estúpida sou eu que acho que as situações se resolvem. Estúpida sou eu que não ponho logo toda a gente ao corrente de tudo e tento esconder para que ninguém fique com má ideia dos outros. Estúpida sou eu que acho que anos de amizade incondicional valem de alguma coisa. Estúpida sou eu.

Pois, lamento, vou mesmo ter de deixar de ser estúpida. Amanhã a Radiante já volta, já sem qualquer peso na consciência, vou fazer o que o coração me diz e vou deixar de pensar nos corações dos outros. Temos pena.

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24-12-2011

Doi-me a incerteza.

Hoje é um dia céptico. Às vezes dá-me para isso. E às vezes começa-me a dar a dor da incerteza. Venha o bom ou o menos bom que com isso posso eu bem, eu não gosto é do incerto. Porque o incerto nem é sim, nem é não… Quando lerem estas palavras, já o motivo da incerteza passou , até lá, escureço.

Há, constantemente, momentos de incerteza nas vidas de toda a gente, eu até tenho, de há uns meses, para cá uma incerteza de estimação – que acaba por não me incomodar.

É, hoje é mesmo dia de cepticismo, de não acreditar nas pessoas, de querer resolver a dor de incerteza e passar à frente, de “move on”, como tantas vezes repito. Sou um pessoa optimista, está escrito no meu código genético que eu acredito sempre que boas coisas me acontecerão e que quando não acontecem é porque mais altos voos me estão reservados. Tem sido sempre assim, há-de continuar a ser. Isto é apenas um parênteses que se me escapou e que decidiu verter na página virtual do meu computador. Optei por escrever a incerteza, ajudá-la a sair, fazê-la perceber que não pode ficar, que não terá companhia em mim, que morrerá sozinha. Quando acabar de a pôr nesta folha de ficção, deixar-me-á. Sinto-a já bem pequenina, escapando pelo teclado. Não ficará muito mais tempo. Vai-se embora, em boa hora…

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14-12-2011

Neve, gelo, geada… Frio.

Uma vez desejei que só fosse Inverno durante a noite, que só chovesse quando fosse escuro. Mas logo vi que o que eu queria era não sentir o desconforto do frio e da solidão seca que ele traz. E depois pensei no que seria de quem não tem onde se abrigar de noite… Eu posso sempre correr para casa, vestir o pijama e deitar-me na minha cama, mas e quem não pode? E aqueles que não têm onde se confortarem, onde se perderem no meio de um silêncio de calor? Aí, desejei que não houvesse Inverno de todo. Mas depois pensei nas pessoas que vivem daquilo que a terra dá, naqueles que plantam e cultivam, naqueles que fazem crescer alimentos num pedaço de terra. E depois, pensei também nas sociedades de uma forma geral. Se nada houvesse nos campos, nada iria haver nos supermercados e, consequentemente, uma mesa vazia era o que eu iria ter. Parecia não haver solução para o meu descontentamento invernoso, para o meu desconforto frio, só e deprimido. Podia haver riqueza para todos e, assim, todos teriam um lugar para se aquecerem. Dessa forma, já podia haver Inverno, já o meu coração se iria sorrir pois iria estar quente com  certeza de que ninguém estaria frio e só. Mas não há.

Há neve, gelo, geada… Frio.

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10 thoughts on “Lado B

  1. Gosto muito!!! Apesar de mais lunar, gosto!

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  2. es mesmo minha filha detesto o inverno mas essas coisas todos que nos precisa mos todos os dias e os que dormem na rua realmente tem que haver sol chuva geada e frio amo te todos os dias se sempre assim como te ensinei tenho muito orgulho em ti amor da minha vida bjs <

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  3. Olá… Não gostei de ler a parte em que diz que é estúpida. Não me parece que seja. Vá lá… as picardias são engraçadas.E para ser sincero, mais vale apanhar e dizer o que nos vai na alma do que calar e aceitar as parvoíces só pelo conforto da inactividade,
    Vou fazer um “like” no facebook, mas com a condição de não ver mais a parte da estupidez e do desânimo ok? 🙂 e já agora… anos de amizade incondicional valem sempre a pena. Mesmo que um dia acabem.

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  4. Diz sempre o que pensas, foi assim que eu te conheci, e foi assim que nunca me esqueci de ti, é por isso que ainda guardo religiosamente a tua foto, sim, aquela do primeiro ano de faculdade, e foi por isso que andei a remexer o baú a procurar qualquer coisa que me levasse até ti… Eu posso não ser a melhor amiga do mundo, e não ter estado presente em todos os momentos, mas vou sempe estar aqui…

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    • ó amiga, tens de ler o meu post friends e desculpar-me por ainda não te ter respondido à mensagem. se seguires o facebook aqui da Maria, chegas ao meu num instante. de qualquer maneira, vou ver se não me esqueço outra vez de te responder. beijinhos e eu sei que estás ai. eu ando sempre perdida do telemóvel, mas como nunca mudo de número estou sempre do outro lado da linha pelo menos 🙂

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  5. amor da minha vida se sempre tu como eu te ensinei nunca faças nada para agradares aos outros nao interessa que os outros nao gostem o mais importante es tu quem nao gostar temos pena o importante e que tens quem te ame muito e de verdade okey amor bjs amo te todos os dias querida

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