Maria Radiante


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A Maria e a teoria da conspiração 

Os cafés nao gostam de nós…

Ainda estou para descobrir o dia em que alguém, algures num café desse Portugal, vai conseguir acertar o meu pedido…

Sei que sou uma pessoa difícil, mas, caramba, só não como lulas, coelho, cabidela e arroz, de resto, podem servir que desde que seja comestível, está tudo bem, eu provo e eu como. E sim, como muitas coisas de que não gosto, apenas porque a comida é para poder viver, não é ao contrario. 

Mas, posta esta introdução, é muito difícil perceber coisas como “chávena fria”, “adoçante”, “cappuccino fraquinho” ou mesmo “não parta o croissant ao meio, por favor”?

Sim, é verdade, muitas vezes o meu ocd não me permite fazer coisas de pessoas normais, mas eu ponho o meu melhor sorriso enquanto tomo aquele café que sei que me vai por com palpitações e no limite do ataque cardíaco, porque sei que trabalhar num café não é fácil (trabalhar em geral não é fácil, faz este ano 18 anos que tive o meu primeiro emprego e sei o quão difícil é!), mas caramba, esforçarmo-nos um pouquinho naquilo que fazemos não custa assim tanto. É só escolher  não pegar na chávena escaldada, aquela que eu já sei que vou demorar duas horas a pegar nela, porque está demasiado quente e me queima.

Posto isto, chega a teoria da conspiração: na realidade, continuo a ir aos mesmos sítios, continuo a pedir as mesmas coisas e continuo a receber os mesmos pedidos trocados… Quanto mais me bates, mais gosto de ti? Deve ser, porque, claramente é uma armadilha para me terem nos mesmos sítios de sempre, sabem que sou otimista por natureza e que vou ficar para sempre a tentar que acertem… ai, como eu queria café sem palpitações.

Uma vez que escrevi isto num café, vou só ali afogar-me em cafeína e queimar a boca na chávena quente e já volto. Cortar os pulsos está, obviamente fora de moda. Hoje, pelo menos.


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Como perder barriga

Ora bem. Acabei de ler isso num grupo do Facebook, era mais ou menos assim: “o que tomar para perder barriga sem ser exercício físico?”.

Claro que me apeteceu responder “comida saudável”, mas depois não iam compreender que eu sou cínica e irónica e me iam tentar passar a ferro, insultando-me… Iam dizer que sou insensível, ou que não respondi ao perguntado ou, pior, que se não tenho nada de bom para dizer, me deveria calar. Nesta última acho que teriam razão e por isso escrevo no meu blog que só lê quem quer.

Barriga lisa só se consegue com comida saudável. Ponto. Não tenho nada contra quem não tem barriga lisa, tenho contra quem está num grupo específico de fitness e quer a solução rápida (que nem sequer existe).

Até aqui, a coisa pode ser só desinformação e como tal, não vou ser a desmancha prazeres que lhe vai quebrar o sonho. Se estiver empenhada (que não está, porque a primeira coisa que diz é “sem ser exercício físico”), vai descobrir que os abdominais se constroem na cozinha e não “tomando” coisas. Isso ou na clínica onde for fazer uma a operação à sua barriguita.

Mas acham que foi isto o que mais me chocou? Enganam-se. Seria de esperar que houvesse comentários a refletir o que eu acabei de escrever, mas não. Pelo contrário. Uma diz que come pouquinho e já emagreceu 12kg num instante, outra diz para só comer proteína e outra recomenda, sem dó nem piedade e muito conhecedora da coisa, “chá de hibisco”. Senti-me num daqueles anúncios da televendas onde se faz abdominais com um cinto que dá choques. “Sim, podes comer cinco quilos de açúcar, mas desde que seja com chá de hibisco, está tudo bem. “: É está a minha resposta final. Não precisas nem de exercício, nem de comer bem. Chá de hibisco.

Se for procurar, a senhora que perguntou é daquelas que acredita em cremes anticelulíticos, e a que respondeu é a que fez a operação para tirar a celulite, mas jura a pés juntos que o que fez efeito foi o creme da nívea que comprou no supermercado…

Vou só ali afogar as mágoas em chá de hibisco (3 chávenas ao dia e mais o dobro da água porque este chá desidrata (??? Informação não comprovada por mim!!!) segundo a recomendação da entendida) e já volto.


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Maria not so Radiante

As insónias sempre me atormentaram. Tem dias maus e tem dias muito maus. Quando durmo mais de seis horas, normalmente é porque estou há dois dias sem dormir… mas nem isso, não me lembro da última vez que dormi um monte de horas seguidas.

Durmo muito mal desde que me lembro de ser gente. Tenho padrões de sono de histórias de terror. Adoro dormir. Parece um contra-senso e provavelmente é.

Tinha eu os meus 12 ou 13 anos quando os meus pais me deram toda uma aparelhagem para substituir o pequeno rádio que eu tinha no quarto. Todos os dias, tentava adormecer com música (ainda hoje o faço), às vezes eram quatro da manhã e eu ainda estava de olhos bem abertos e com aquela dor aguda nas têmporas de quem não consegue desligar o raio do cérebro. Mas se antes, ao adormecer, era como uma pedra, hoje, já não posso dizer o mesmo. Durmo pouco, adormeço tarde e acordo com tudo.

Tantas vezes ouvia as mesmas músicas que sou capaz de ouvir um álbum e saber de cor o que vem a seguir. Hoje em dia decoro playlists do YouTube. E sim, de vez em quando, nos momentos de maior melancolia ouvia o Oceano Pacífico. Já não o faço. Acho que já não tenho a melancolia da adolescência.  Ouvi vezes sem conta, em cassete, um concerto ao vivo dos Nirvana que terminava com um “good night and god bless”. Ficava acordada muito depois dessa dica. São 6h20 e estou acordada desde as 2h40. Felizmente o despertador só tocará por volta do meio dia, mas nem sempre posso dormir mais um bocadinho de manhã. Estou tantas vezes com só duas ou três horas de sono e ninguém imagina.

Já tentei quase tudo, o cérebro não se cala, diz que quer escrever, mas eu não quero. Consta que vou ouvir mais uma playlist do YouTube. A ver se funciona.

 


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Dia 1

Hoje é um dia como outro qualquer, mas é o início de um novo mês e coincide com o início de um novo ano. É por isso que serve de novo começo para tanta gente.

Raramente começo coisas novas no primeiro dia do ano, porque sei que a boa vontade me vai passar e, um dia, quando acordar com o toco vou mandar tudo às urtigas.

Mas não sou indiferente aos pedidos para o novo ano. Aliás, eu tenho todo um caderno dedicado à minha lista de coisas que quero durante o ano.

Costumo querer, acima de tudo o resto, paz. Sim. Paz. Já sei que pedir paz no mundo é coisa de miss em concurso de beleza, mas peço paz para mim. Se eu estiver em paz, também deixo os outros em paz. Levo paz à minha família, aos meus amigos e nunca me esqueço de a levar para trabalhar. E às vezes é onde é mais importante.

Costumo pedir o normal: saúde, dinheiro e amor. Mas costumo pedir coisas bastante específicas nas minhas listas, em 2015 pedi para voltar a conseguir fazer o pino. Não consegui. Tornei a pedir o mesmo em 2016 e há cerca de um mês a coisa deu-se, quando já não acreditava que ia conseguir em 2016, num dia em que estava exausta e a morrer de medo, o meu treinador ajudou-me umas quantas vezes (gabo-lhe a paciência!!!) e quando ninguém estava a olhar tentei e consegui sozinha. O meu treinador ficou contente por mim, mas disse-me que tenho problemas de confiança, em mim e nos outros.

E tenho. Devia ter pedido mais confiança numa uva passa. Não pedi. Esqueci-me.

Também costumo pedir boas oportunidades para ver bons concertos. Sim, devia estar a pedir paz mundial e sou fútil  e peço bons concertos. Em 2016 não vi grande coisa, mas comprei bilhete para ir ver Aerosmith. E é provável que vá ver The Xx. E chegou a notícia de que os Deftones voltam em Julho. Sim, eu peço oportunidades para ver boa música.

No ano passado pedi para deixar de vez a medicação da asma e ao fim de quarto meses, em abril de 2016 deixei de tomar cortisona. Certo, estive doente esta semana e a médica pôs-me a tomar tudo e mais alguma coisa, mas quinta já paro com tudo outra vez.

No ano passado pedi para aumentar as cargas que consigo levantar quando treino e consegui. Este ano quero muito chegar aos 102kg no deadlift, o dobro do meu peso corporal.  Já levanto 90kg, são só mais 12kg.

Também pedi mais viagens para este ano. Em 2015 não pedi e acabei por só ter uma semana de férias no Algarve (que nem é férias, para mim). Não fiz fins-de-semana fora, não fiz a despedida do verão, não saí de Portugal e nem sequer fui passar  3 dias a Lisboa para ver uns concertos. Não fiz as férias que planeei em setembro porque tinha a minha Betty doente. Não fui a lado nenhum passar a passagem de ano porque estive eu doente e proibida de sair da cama. Tenho muita viagem para pôr em dia. Queria ir à Holanda em março, ver os campos de tulipas. Queria ir a uma aldeia qualquer do meu país em janeiro. Queria tanto voltar à Sardenha no verão. Queria ir, finalmente, visitar a minha família na Alemanha.  Queria ir um fim-de-semana a Barcelona. Queria ir a Nova Iorque em novembro. Queria ir a um sítio qualquer apanhar sol em outubro. E quero muito fazer a despedida do verão este ano.

Também pedi para a primavera chegar depressa, os dias de inverno deixam-me deprimida, com frio e com vontade de escrever coisas deprimentes.

Feliz 2017 a todos.

Post scriptum: não prometam que vão começar a fazer dieta/exercício/cozinhar no dia 2 de janeiro e que vai durar o ano todo. Bem sabemos que não funciona assim.

 

 


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Levanta o vestido

Pois que o Maria Radiante foi substituído há seis anos por um Zona Ótima. Esta semana o Zona Ótima ficou a meio do caminho e tive de improvisar. Agora tenho um BB… quem não sabe do que eu estou a falar, que vá lá acima ler o motivo de o Maria Radiante se chamar assim. É só coisas do destino, agora tenho um à minha imagem, literalmente.

Posto isto, dentro do leitor de CDs vinha uma bela duma remistura. Senti-me um bocadinho um big brother, mas arrisquei e dei uma escutadela. Aqui fica a quarta faixa.

Antes de carregarem no play, quero que saibam que havia muita kizomba, kuduro e funk. Haja diversidade. Ao menos esta dá para dançar.

Post Scriptum: ainda bem que não sou influenciável, já que justo hoje decidi andar de vestido.

Go!