Maria Radiante

Eu, assassino de panquecas, me confesso.

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“A dona tem andado doentita, passo o tempo todo de volta dela porque até lhe acho um bocadinho de piada quando partilha o pão dela comigo e como tal, há que continuar nas graças dela. Mas hoje, hoje aconteceu um milagre. Ela sentiu-se melhor e para compensar o dono – que também lhe deve achar piada quando ela partilha pão com ele, mas só que são pedaços maiores e normalmente têm coisas lá dentro que não sei muito bem explicar, mas acho que já ouvi as palavras “manteiga” e “compota” associadas a pão – que tem andado preocupado, decidiu fazer-lhe umas panquecas rápidas de leite condensado. Estiveram a comê-las no sofá e aquele cheirinho a doces quentinhos acabadinhos de fazer estava a dar comigo em louco. Bem que eu pedi e choraminguei um bocadinho, mas nada. Nem me fizeram caso. Mas eu conheço os meus donos e já sabia que não ia ter barriga para aquilo tudo… A partir daí foi só delinear o meu plano maquiavélico… Que resultaria na perfeição se se esquecessem das panquecas no sítio exato onde estavam: a mesinha de café da sala. Perfeito!

A dona decidiu que ia tentar sair de casa e como tal, os donos foram arranjar-se. Lá me infiltrei na casa de banho quando a dona ia para lá, como faço sempre, para não levantar suspeitas. Peguei no chinelo dela assim que entrou na banheira. Ai dona, nem sabias o que te esperava! A meio do caminho larguei o chinelo que não tinha nenhum interesse naquele momento e dirigi-me à sala. Estava sozinho na mesma divisão que as panquecas. Aproximei-me da mesinha do café, o cheiro entrou-me pelas narinas e não consegui resistir nem mais um segundo. Comecei a comer aquelas coisas maravilhosas empoleirado nas patas traseiras. Foi aí que a ouvi “Smash, cadê o meu outro chinelo?” Estava a aproximar-se e eu não chegava a mais nenhum pedaço, mas ainda havia panquecas no prato, não queria deixar provas do meu crime e dei por mim a chorar um bocadinho aflito. A dona apanhou-me em flagrante. Eu, empoleirado no prato das panquecas a chorar por não chegar ao resto. Que tristeza, eu sozinho para um lado, as panquecas que sobraram sozinhas para outro. Podiam ter sido tão felizes na minha barriga… A dona não me castigou, mas disse qualquer coisa de eu ter comido açúcar a mais e estar muito elétrico. Não sei o que ela queria dizer com aquilo, eu só estava a dar umas corridinhas da sala para a entrada e da entrada para a cozinha… Enfim. Vou mas é dormir de barriga cheia! E sonhar com panquecas. Já é o meu segundo crime panquecal, não lhes consigo resistir, adoro-as, obrigam-me a cometer loucuras. Há cães que gostam de ossos e coisas duras para roer, eu não resisto a umas belas panquecas fofinhas e moles. “

Assinado: Smash, assassino de panquecas.

Como a Radiante continua adoentada (mas hoje conseguiu estar fora de casa uma hora inteira e não foi no centro de saúde que esteve!!! Yupi!!!), o post de hoje é um oferecimento do seu cãozinho, o Smash que não tem nenhuma dor de barriga e muito menos de consciência por ter fanado as panquecas inacabadas dos donos.

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