Maria Radiante

Ficar doente por antipatia…

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Raramente fico doente. Fiquei doentes vezes e tempo de mais quando era miúda e esgotei tudo até aos dez ou doze anos, desde aí, ficar doente é algo quase utópico. Não chega a ser sequer uma vez por ano. Aliás, a última vez que tive febre foi em dezembro de 2009. Desde aí, nada. Mas – tem de haver sempre um mas aqui com a Radiante – volta e meia tenho ataquitos de rinite alérgica ou de amigdalite (que é crónica e já nem conta como ficar doente) que me deixam assim um bocadinho para baixo e a precisar de mimo. Ora, de todas as vezes que isto acontece, passados dois dias – certo como os relógios suíços – fica o marido doente… Ora, que eu saiba, as alergias não se pegam e as amigdalites (crónicas, ainda para mais) muito menos… logo, só posso concluir que fica doente por antipatia (não, não me enganei e não é nada por simpatia coisa nenhuma), porque lhe há de doer sempre qualquer coisinha, ou as costas, ou a cabeça, ou o dedo do pé, ou o diabo a quatro, qualquer coisa, estão a ver? Eu digo: “Dói-me tanto o nariz…” e tenho de ouvir de imediato “Ai, a mim dói-me a garganta e os ouvidos e a cabeça…”. Mas pode? Caramba, marido, posso ficar doente sozinha? Pelo menos uma vez na vida? Posso? Posso? Até gostava de saber o que isso é, porque já nem me lembro da última vez que fiquei doente assim sem mais ninguém! Aliás, as doenças do marido, também só lhe dão à minha beira, porque há pouco telefonou-me a dizer que ia ao cinema quando saísse do trabalho… sem mim – porque aparentemente eu não gosto de cinema – e depois repensou e perguntou-me se queria ir com ele. Respirei o mais fundo que as minhas narinas permitiram (ou seja, foi algo mais metafórico do que literal, porque respirar é coisa que não abunda para estes lados) e respondi-lhe: ” Não saio de casa há dois dias e tu queres enfiar-me numa sala de cinema com ar condicionado? Mas tu gostas mesmo de mim, ou queres matar-me?”

Duh!

Já lhe passou a doença, mas quando for para fazer o jantar vai-lhe doer o dedo do pé outra vez, deve ser uma doença sazonal, daquelas que ataca quando eu estou por perto. Muito gosto de doenças por antipatia… ou não. E já agora, também me agrada quando começa com o “Tu lá sabes o que é ter o nariz entupido!” ou o “Nunca tiveste dores de garganta como eu…”… sim, marido, eu não sei nada disso que, felizmente, sou uma pessoa que já não fica doente há anos!

Já agora, beijinhos para todas as mulheres que em alguma altura da sua vida tiveram de aturar um homem que tinha umas dorzitas de cabeça e que disse que ia morrer disso. Feliz dia da Mulher para todas.

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