Maria Radiante

Best of #1

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Vou começar hoje um Best Of que terminará na próxima semana.

Aqui fica o nº1

TOP 10 DA IRRITAÇÃO

Há coisas que me irritam. Umas mais do que outras, é certo, mas deparo-me com situações que me irritam, todos os dias. Acabo sempre por lidar com as coisas de maneira calma e compassiva, porque na maior parte das vezes, as pessoas não sabem que me estão a irritar.

Tenho a certeza que perceberão do que falo assim que passar aos exemplos, e mais certeza tenho de que irão concordar comigo. O pior de tudo é que , assim que eu indicar os motivos da irritação, estes irão povoar os vossos pensamentos e, se até aqui, eram algo que vos passava ao lado, a partir do momento que tomem consciências destas pequenas inflamações nas nossas vidas, elas já não vos deixarão e, inevitavelmente, passarão a ser irritados pelas mesmas coisas que me irritam.

Parem aqui se não quiserem descobrir o meu top ten da
irritação.

A curiosidade matou o gato. Ihihih! Aqui vai:

Nº10 – Pessoas que, ao telefone, dizem que estão num sítio onde não estão, de todo.

Exemplo prático: a pessoa em questão está no autocarro, quando alguém lhe telefona e faz a célebre pergunta – completamente desnecessária quando se telefona para casa da pessoa – “Onde estás?” resposta óbvia seria: “No autocarro.”, mas eis que a pessoa se sente inspirada e diz: “Já cheguei a casa.”. A sério??? A sério??? O autocarro é a sua casa??? E nós aqui somos o quê? A televisão ligada??? É nesta altura que deixo estes pensamentos para mim e me limito a revirar os olhos. Respiro. Assumo que aquela
pessoa deve ter tido uma boa razão para tal mentira descarada à frente de tanta gente e depois até posso sorrir de forma cúmplice para quem se sentou ao meu lado e ouviu o mesmo que eu.

Nº9 – a nº10 existe porque a nona coisa que mais me irrita são pessoas mentirosas.

Exemplo prático: vamos ao banco e nas letras pequeninas do contrato da conta diz que temos de fazer compras com o cartão de crédito no valor de 180€ por mês. Quando perguntamos à simpática senhora sobre esta situação, a senhora simpática deixa de o ser e passa a dizer de forma rápida para ver se nos despista: “Não ligue, isso não é bem assim, é 180€, mas é de três em três meses.” “Mas aqui diz por mês e eu vou assinar e depois é isto que me vai ser cobrado!” e insiste “Não!” “Mas é o que diz aqui. Então quero que escreva isso que me disse e que assine e que o seu colega ali assine também em como o disse. E quero isso anexado ao contrato.” “Pronto, fazemos assim, é melhor optar por outro produto que não seja o cartão de crédito…”. Pois era
melhor, era. Quando não se sabe o que se está a fazer, é mau, mas pior é quando se sabe e se insiste. As pessoas mentirosas irritam-me.

Nº8 – Ter de lidar com mecânicos que acham que são os únicos
a prestar serviço no universo.

Antes do exemplo, devo dizer que quando tenho problemas com o meu carro é com o meu primo que falo. Porque é sério, porque é da minha família, porque não me tenta aldrabar, porque nunca me levou  nem um euro, eu é que sempre optei por lhe dar porque acho que merece e porque sendo um puto ainda na faculdade, uns euritos fazem sempre jeito. Fui a primeira cliente a confiar-lhe o carro e espero que tenha muitos cliente que paguem bem.

Agora o exemplo prático: bati com o carro, o meu primo não tinha esticador para o carro e eu não sabia se ele conseguiria reparar o carrito no tempo que eu precisava uma vez que de transportes demorava três horas a chegar ao emprego. Levei a minha viatura a uma garagem conhecida. Ao fim de duas semanas já eu estava em desespero. Seis horas de viagem todos os dias estavam a deixar-me louca. Fui à garagem e o meu pobre companheiro de viagem continuava igual… ah??? E pior, o orçamento já tinha aumentado porque o preço que tinha visto era para peças que afinal não davam no meu carro… ouseja, sua excelência pôs a cabeça a funcionar mas foi só para dizer o seu orçamento é X, sendo que este X equivalia a uma grande quantidade de nada
porque durante os quatro dias que demorou a dar-me orçamento não pesquisou, nem
fez trabalho de casa nem coisíssima nenhuma. Ora, é claro que quando começou a
comprar as peças o orçamento aumentou porque foi a primeira vez que viu o preço
das coisas. Dah!!! É nesta altura que eu começo com o meu “huhum” e o marido
afasta-se porque sabe que a seguir vem escândalo. Mas saí de lá com o orçamento
e com a promessa de me arranjar o carro o mais breve possível. A verdade é que
as palavras certas no momento exacto fazem milagres. O carro ficou pronto
passados quatro dias. Algo que em duas semanas não conseguiram fazer. É o medo
de um bom escândalo a funcionar. Ihihih!

Nº7 – Quando os vizinhos nos ignoram.

Antes do exemplo prático, devo dizer que sou uma boa vizinha, mas às vezes as faltas de educação alheias me levam a comportamentos e atitudes que eu própria reprovo, mas que são inevitáveis dadas as circunstâncias. ExemploS práticoS: Estamos a entrar no prédio mesmo atrás do vizinho e o que é que este faz? Fecha a porta. Falta de educação no mínimo. Nos primeiros tempos, ainda vá, não nos conhecem, mas quando nos vêem todos os dias qual é a desculpa?; outro exemplo: vêem que estamos no carro e que acabámos de chegar, mas entram à nossa frente e o que é que fazem? Fecham a porta e trancam-na porque já é tarde e não queremos assaltos. O.k., mas eu vou sozinha e é de noite e se a porta estivesse já trancada compreendia, mas não, o
vizinho viu-me chegar, entrou e trancou a porta. Se houvesse algum assassino à
espreita eu já era! Falta de educação ao quadrado, especialmente quando este
gesto simpático foi repetido imensas vezes por alguém que tinha sido assaltado
naquela zona e que tinha sido espancado e deixado para morrer na linha de
comboio. Um pouco de compaixão não o mataria certamente. Já nem pedia para
segurar o porta, mas ao menos deixá-la destrancada para me ser mais rápido
entrar em casa. Eu trancá-la-ia assim que chegasse lá dentro.; outro exemplo:
vizinho faz anos e está na varanda com os seus convidados num sábado à noite,
faz um pouco mais de barulho que o habitual, mas o.k., não é todos os dias.
Outro vizinho decide que o anterior não deve ter convidados em casa – porque
deve ser um infeliz e acha que todos devem ser como ele – e filma o vizinho e
seus convidados e põe no blog do condomínio reprovando a atitude de receber
pessoas em casa. Entenda-se que estamos a falar de um condomínio com gente
séria onde durmo de janela aberta no Verão e nada se ouve lá fora. Uma vez sem
exemplo e passamos a estar na lista negra.

Nº6 – Gente que usa palavras caras sem saber o que estas
significam.

Pois, estes exemplos de certo são quase todos de conhecimento público e tenho a certeza que toda a gente conhece uma destas aves raras que não são tão raras assim, mas que se acham assim mesmo. Exemplo prático: as pessoas que gostam de embelezar discursos sem lhes conferirem verdadeiro significado. Usam palavras que enganam alguns, mas não todos. A mim irritam-me e faço-me logo às perguntas: é pá, explica o que me disseste porque não conheço essa palavra que usaste. O que é que significa mesmo?” normalmente esta conversa acaba em “ó pá, deixa lá isso, avança, pode ser que eu consiga perceber de caminho, pelo contexto ou assim…”

Nº5 – gente que usa palavras caras sabendo o que significam, mas com pessoas que as desconhecem.

Qual é normalmente o objectivo? Fazer o outro sentir-se ignorante e evitar que façam perguntas simples pois ao pé de tanta palavra cara, uma pergunta simples é tida como idiota, logo não será, sequer, colocada. Serve o excelente propósito de afastar as pessoas, de criar distância. É muito bom para quem têm em falta as capacidades sociais. A mim, irrita-me. Tenho um espécime desses no local de trabalho. Fala assim todo o tempo, mas não diz muito, pois não tem ninguém a quem o dizer. Às vezes dá-me pena dessa pessoa, mas logo me passa quando penso nas pessoas que são obrigadas a ouvi-la. Essas sim, merecem os meus sentimentos de pena.

Nº4 – gente que fecha as janelas do autocarro em hora de ponta no Inverno.

Exemplo prático: já sei que no Inverno está frio, já sei que se abrirmos a janela pode, eventualmente, entrar uma ou outra gota de chuva, já sei disso tudo, mas também sei que nas horas de ponta, no Inverno, as pessoas são alérgicas ao bom do banho matinal e que o desodorizante está caro e que não há sabão à venda – ou será que há? -, mas por favor, abram ou deixem abrir as janelas pois também precisamos de ar! Para respirar e para renovar o ar malcheiroso que se vive nos autocarros. Bolas, abram as janelas! Não me apetecia morrer asfixiada dentro dum autocarro bafiento! Já viram como seria o meu epitáfio na pedra do meu túmulo? “Levada cedo demais pelo mau cheiro que respirou no 706.” É pá, eu queria algo mais poético!!! Isto não me chega!

Nota importante: apelo à população em geral. Abram as janelas, deixem que as abram, mas acima de tudo, um bom banho com água e sabão faz milagres, e logo a seguir desodorizante e se for anti-transpirante, melhor! Quero lá saber que impeça as glândulas de fazerem o seu serviço, a mim importa-me é que não me intoxiquem! Tenho dito.

Nº3 – autocarros.

Muitas das situações que me causam irritação aconteceram em autocarros, logo, os próprios autocarros irritam-me. Prefiro o metro, o comboio e o meu carro. É verdade, o meu favorito é o meu carro, mas com os autocarros é que eu não posso mesmo. E os daqui são da stcp! Limpinhos, modernos e amigos do ambiente, mas sempre à pinha e com muita gente pouco amiga do banho. E mentirosos. E que gostam de falar caro, mesmo quando não sabem o que estão a dizer. E gente que nos passa à frente nas filas descaradamente. E, e, e, e, e… melhor nem continuar. Mas, note-se, também há muito boa gente e também há gente que toma banho!!! só quando o ritual das  águas não acontece pela manhã é que me irrita assim, um bocadinho, coisinha pouca… quase nada.

Nº2 – opiniões destrutivas.

Exemplo prático: quando casei usei muito um fórum muito conhecido sobre casamentos onde podia trocar opiniões com outras noivas. E perguntam vocês? Não tinhas amigas com quem falar? Até tinha, mas eu falo muito, e as desgraçadas já nem me deviam poder ouvir e ao menos se eu falasse de casamentos com quem também queria falar de casamentos isso resolveria dois problemas: o meu de precisar de falar de casamentos e o das minhas amigas que já não me aguentavam. Mas vamos ao exemplo: noiva coloca tópico com a foto do vestido de noiva e com a pergunta: “O que acham?” Às vezes eu até achava bonito e dizia-o, mas quando achava que aquilo nem a minha avó usaria, abstinha-me de comentar, não dizia que aquilo era horroroso e que ninguém no seu perfeito juízo iria usar aquela relíquia e que como tal aquele tópico só poderia ser uma partida para nos rirmos. Não, eu nunca fiz nem faria semelhante, mas há quem o faça. E isso irrita-me. Uma vez envolvi-me numa discussão acesa precisamente pela crítica destrutiva que foi feita que culminou com a decisão da administração de apagar os comentários da peixeirada – sim, eu sou um bocadinho escandalosa quando me irrito, perdoem-me, mas só faço escândalo em casos de extrema necessidade. Ihihih! – foi um momento de vitória esse. Mas não invalida o facto de a coisa ser horrorosa mesmo!

Nº1 – esta é mesmo horripilante, prefiro ouvir mentiras descaradas!!! Barulhos com a boca.

Vários exemplos práticos: no autocarro, vai alguém com os seus 80 anos a brincar com a saliva na boca, já sei é porque têm a boca mais seca à medida que envelhecem, mas isso irrita-me profundamente. Só de escrever sobre isso, já me arrepio e me apetece bater em alguém – algo que nunca fiz, à excepção das brigas típicas com a minha irmã -, já me apetece arrancar cabelos e atirar-me para o chão. Dá-me comichão, o batimento cardíaco acelera, suo, fico irrequieta e começo a apertar os
maxilares um contra o outro em silêncio. É óbvio que o revirar dos olhos chega
neste momento por pura incapacidade de fazer seja mais o que for. Não posso
dizer a uma senhora de 80 anos para parar com aquilo, mas se ela tivesse 20 ou
30 ou 40 ou afins, conforme muitos têm, até já podia dizer alguma coisa, não
têm a desculpa da boca seca, mas não digo, porque até sou uma pessoa controlada. Mas então aí é que eu fico irritada e normalmente opto por mudar de lugar depois de lançar o meu olhar de matadora à pessoa em questão. Haja santa paciência! Parem com os barulhos com a boca! Outro exemplo: quando comem perto de mim com a boca aberta. Eu não preciso de ouvir o som que os outros fazem a mastigar. A sério que não preciso. Nem preciso de ver a comida lá dentro. Não preciso mesmo! Fechem a boca quando comem, pá! É profundamente irritante!e pior! E quando estas pessoas se desculpam dizendo que é por causa de um problema respiratório? Eu tenho rinite alérgica e não faço este circo todo! E pior, sabem que o fazem e mastigam pastilhas elásticas? Qual é o objectivo? Só pode ser irritar alguém! Este está no nº1 bem merecido. Vão ver se não vão começar a ouvir toda a gente a fazer barulhos com a boca. Depois digam que a culpa é minha e que eu vos irrito por vos pôr estes pensamentos nas vossas memórias. Não lessem… eu avisei.

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