Maria Radiante

Quando eu era (ainda mais) pequenina

3 comentários

Sim, houve uma altura da minha vida em que eu conseguia ser ainda mais pequenina do que o que sou hoje em dia (tenho uns fantásticos 153 centímetros) e nessa altura eu achava que comer era um aborrecimento – entretanto não cresci muito, mas passei a achar que comer coisas que eu goste até é muito fixe!!!

Os meus pais deviam rezar a todos os santinhos quando viam a hora da refeição a aproximar-se, a minha mãe conta que se passavam duas e três horas para me darem uma garfada de arroz. É lógico que isto não devia ser saudável e decidiram levar-me ao médico. Diz o senhor do alto da sua sabedoria: “Não lhe dê nada, vai ver que ela há de pedir quando tiver fome!”. Três dias depois a minha mãe desistiu, apertou-me o nariz e enfiou-me a comida pela boca abaixo.

A única coisa de que me lembro relacionada com comida na minha infância mais tenra era de quando ia com a minha mãe e com a minha tia e com a minha prima passear para a Baixa e lembro-me de a minha mãe me sentar no balcão da casa das luvas e lembro-me de pedir à minha mãe para me segurar no meu rissol – que hoje sei, sem sombra de dúvida, que era da Império – para eu experimentar umas luvas lindinhas de renda brancas. Isto é verdade mamã da Maria? Ou estou para aqui a inventar memórias?

Nove anos depois da minha chegada, veio a minha mana que comia tudo o que lhe aparecesse e que não podia ver ninguém comer que pedia de imediato, nem que essa pessoa fosse um desconhecido qualquer no autocarro. Vi o meu problema camuflado, porque, em boa verdade, eu deixava que ela comesse a minha comida de propósito, assim ninguém reparava – achava eu!!! – que não era eu que comia.

A Vovó Cinda e o Vovô Ernesto, que tomavam conta de nós, bem inventavam mil e uma maneiras para eu comer, mas a única coisa que resultou comigo foi molhar a broa no azeite das batatas cozidas, algo que ainda hoje adoro. Comia cozidos quase todos os dias e detestava, mas deixavam-me fazer o truque da broa e lá conseguiam que eu comesse.

E hoje a Maria fica por aqui.

Haja broa e azeite e sempre me lembrarei do Vovô e da Vovó.

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3 thoughts on “Quando eu era (ainda mais) pequenina

  1. e verdade querida como tu te lembras de tudo quando eras pequenina e que agora tambem nao es grande mas es uma grande filha e uma grande mulher es o meu doce tu e a tua mana e tambem agradeco aqueles dois anjos que nos apareceram nas nossas vidas que tomaram conta de voces e vos amaram enquanto eu ia trabalhar para o vovo ernesto e a vovo cinda onde quer que eles estejam muito obrigado jamais os esquecerei bem haja muitos anjos como os vovos amo te todos os dias querida

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